Mestre Gil de Ham

De Enciclopédia de Valinor

Sinopse


De acordo com a história de Tolkien, o vale deo Tâmisa, na Inglaterra, outrora foi palco de acontecimentos fantásticos, com dragões e gigantes. Foi lá que viveu um herói que nunca quis nada com o heroísmo: Mestre Gil de Ham.

Mestre Gil era apenas um fazendeiro que vivia tranqüilo em sua fazenda junto do covarde cão Garm e de sua égua cinzenta. Certo dia, um gigante perdido acaba chegando nas terras de Mestre Gil, causando grande destruição. Ao atirar com um bacamarte, Gil faz o gigante pensar que foi picado por uma mosca, o que o leva a ir embora.

A população do povoado de Ham passou a considerar Ægidius Ahenobarbus Julius Agricola de Hammo (Mestre Gil de Ham) um herói defensor da pátria. Até o Rei Augustus Bonifacius rex et basileus reconheceu o seu heroísmo e lhe mandou uma espada antiga como recompensa.

Algum tempo depois, o cão Garm, que estava passeado longe de casa, se depara com um enorme dragão. Após quase ser comido, Garm volta para casa e pede para seu dono derrotar a fera. Mestre Gil, que não era um genuíno herói, não vai combater o dragão.

Aconteceu, porém, que nenhum Cavaleiro do rei ousou desafiar o lendário dragão Chrysophylax Dives, o que levou este a avançar livremente pelo reino, chegando bem próximo do povoado de Ham. O povo assustado passa a pressionar Ægidius para que este derrotasse o dragão, mas ele ainda criava desculpas para não ter que se arriscar.

Mestre Gil finalmente teve de sair à guerra, quando o Pároco descobriu que a espada dada pelo rei era Caudimordax, ou Morde-Cauda, como era popularmente conhecida. Essa espada pertencera a um antigo guerreiro e recusava-se a ficar na bainha quando havia um Dragão no raio de cinco milhas de sua localização. Era o artefato perfeito para combater Chrysophylax.

Ægidius montou sua égua cinzenta e, acompanhado de seu medroso cachorro, partiu para a batalha. O encontro com o dragão foi mais uma prova da sorte do fazendeiro: a égua se assustou e derrubou Mestre Gil, que deixou cair sua espada Morde-Cauda. Chrysophylax não gostou nem um pouco de ver aquela espada e queria de qualquer maneira evitar uma batalha. Gil empunhou a arma, que agiu imediatamente atacando o dragão na asa.

Impossibilitado de voar, o feroz animal foge correndo do atônito fazendeiro, que o persegue a galope até o vilarejo de Ham, aonde o dragão se rende, em frente a todo o povo. Como castigo para a Fera, o povo de Ham decidiu que ela deveria entregar todo o seu tesouro e que tinha que o buscar em seu covil e trazê-lo de volta em oito dias.

Como já era de se esperar, o dragão não voltou com seu tesouro, o que provocou a ira do rei Augustus Bonifacius, que contava com as riquezas. Após muitos dias terem passado da data de retorno do dragão, uma comitiva de cavaleiros, liderada por Mestre Gil de Ham, partiu ao encontro de Chrysophylax. Chegando a seu covil, foram atacados sem aviso, o que levou muitos a morte e fez com que os outros todos fugissem.

Todos menos um: Ægidius Ahenobarbus Julius Agricola de Hammo, que continuou parado ao lado de sua égua com Caudimordax na mão. O dragão se sentiu amedrontado perante o fazendeiro e cessou seus ataques, rendendo-se por medo. Mestre Gil fez Chrysophylax carregar grande parte de seu tesouro para Ham, com a promessa de que serviria o fazendeiro quando necessário.

Ao chegar em casa, Ægidius não se apresentou ao rei, nem levou-lhe seu tesouro, o que inflamou de cólera o monarca. Com alguns bons cavaleiros, ele foi até a fazenda do Herói no vilarejo de Ham, mas nada conseguiu: nem um pedido de desculpas pela insolência, nem uma moeda do tesouro. Os cavaleiros fugiram todos de medo do dragão e rei logo os acompanhou.

Por milhas e milhas dali os povos louvaram Ægidius Ahenobarbus como seu senhor, chegando a coroá-lo como Ægidius Draconarius, ou Velho Gil do Lagarto, como era mais conhecido. Chrysophylax permaneceu um bom tempo junto de seu novo mestre, antes de partir de volta para casa e, enfim, encontrar quem havia começado com toda essa história. Após um longo sermão dado pelo dragão, restou ao gigante afirmar "Um Bacamarte, era isso mesmo? Achei que fossem mutucas!".


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