Smaug

De Enciclopédia de Valinor

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Smaug


Um dos maiores dragões da Terra-média, Smaug ganhou notoriedade ao destruir a cidade de Valle e capturar Erebor, a Montanha Solitária e se apossar de todo o seu tesouro. Nessa época ele já tinha muitos séculos de vida, e isso ocorreu aproximadamente 200 anos antes dos eventos narrados em O Hobbit. O livro conta como uma companhia de Anões (formada por alguns dos residentes originais da Montanha Solitária e seus descendentes) e um Hobbit partiram para reconquistar a montanha e matar o Dragão. Esse mesmo Dragão é conhecido no livro como Smaug, o Dourado ou Smaug, o Magnífico.


Tabela de conteúdo

O Hobbit

Smaug era intimamente familiar com cada uma das peças de seu tesouro, e instantâneamente notou o roubo de uma taça por Bilbo Bolseiro. De acordo com Tolkien, sua ira foi tal como "é somente vista quando as pessoas ricas que têm mais do que elas podem aproveitar, perdem algo que elas sempre tiveram mas nunca usaram ou quiseram". O roubo da taça, o conhecimento de Smaug sobre cada item em seu tesouro e a ira do Dragão são eventos similares aos ocorridem no poema Beowulf, do qual Tolkien era um conhecido expert e que ele descreve como uma de suas "mais valorosas fontes" para O Hobbit[1]. Dentre os itens sob a posse de Smaug estava a Pedra Arken, e um número de cotas de malha feitas de mithril, uma das quais foi dada a Bilbo como presente por Thorin Escudo-de-Carvalho, o líder da companhia. Em O Senhor dos Anéis, publicado anos mais tarde, essa mesma cota de malha salvou a vida de Frodo de ferimentos graves por várias vezes.

A barriga de Smaug estava cravejada de pedras preciosas e ouro, o que lhe tornou praticamente invulnerável. Todavia, quando Bilbo o encontrou em seu covil, ele descobriu uma única brecha em sua armadura, no lado esquerdo de seu peito. Quando Bilbo contou a seus companheiros Anões sobre a fraqueza de Smaug, ele foi ouvido por um torto que estava perto da porta secreta da montanha. O tordo, por sua vez, contou o que ouviu para Bard, o Arqueiro de Esgaroth e quando Smaug voltou a atacar a cidade, Bard disparou sua Flecha Negra contra o lado esquerdo do peito de Smaug, exatamente no ponto fraco de sua armadura, o matando.

Após a morte de Smaug, Thorin e Companhia reclamaram o tesouro como deles por direiro de nascimento. Essa atitude criou um conflito com Bard e com Thranduil, rei dos Elfos da Floresta das Trevas, que também queriam uma porção do tesouro como reembolso por todos os danos que Smaug causou em seus reinos nos anos anteriores. Thorin se recusou a dividir o tesouro enquanto eles estivessem armados na frente de seus portões e declarou guerra contra eles. O conflito direto entre Anões Elfos e Homens foi evitado pela inesperada chegada do exército de Orcs e Wargs que vinham para tomar o tesouro por ganância e à força. Dessa maneira, os Anões decidiram se juntar aos Elfos e Homens para lutarem contra o inimigo comum na batalha que ficou conhecida como a Batalha dos Cinco Exércitos, duramte a qual Thorin foi ferido mortalmente.


Caracterísitcas

Smaug possuia o hálito de fogo geralmente associado com Dragões, mas era tão poderoso em outras partes quanto nessa: sua cauda é descrita como tendo o poder de uma clava empunhada por gigantes, e quando Bilbo acidentalmente lhe deu muitas pistas dobre onde o acampamento dos Anões estava, Smaug usou sua poderosa cauda para tentar enterrá-los sob as rochas da montanha.

Smaug tinha uma visão excepcional e também um olfato poderoso, que ele é capaz de usar tanto domindo quanto acordado. Foi até mesmo capaz de descobrir quantas pessoas e pôneis estavam perto de seu covil, e seu apetite (ele devorou 10 dos 14 pôneis antes mesmo dele ter a conversa com Bilbo) era monstruoso. Ele também pode dormir com um olho aberto e manter vigilância sobre seu tesouro, que é como ele consegue conversar com Bilbo quando este volta para pegar mais - embora Smaug tivesse que admitir que não conseguia distinguir a qual espécie pertencia Bilbo apenas pelo seu cheiro, pois o cheiro de Hobbit era desconhecido por ele.

A fraqueza de Smaug - que nos foi dita por Tolkien como sendo comum entre Dragões - é que eles adoram advinhas e não conseguem resistir à necessidade de resolvê-las - embora ele tenha forças suficientes em suas habilidades para dar respostas precisas e para manter para si quaisquer informações ele venha a conseguir. Em comum com os outros Dragões dos trabalhos de Tolkien, Smaug tem o poder de hipnotizar usando seus olhos; toda vez que ele olha para o invisível Bilbo, ele o coloca em "perigo mortal de cair sob seu encanto", e o faz repentinamente querer lhe dizer tudo. Os olhos percorrem todos os cantos a sua procura, entretanto Bilbo está invisível com o auxílio do Um Anel e o impacto de seu poder não consome a sua mente por completo. Smaug, todavia, possui o que é descrito como "uma personalidade esmagadora", assim como um senso de humor seco, quando não cruel, e dessa forma ele não só consegue chegar perto de fazer Bilbo trair seus amigos mas também consegue temporariamente fazê-lo acreditar que os Anões estão tentando lhe passar a perna na divisão do tesouro e que seria impossível para eles retitarem tudo dali, mesmo que lhe dessem um pouco.

Outra fraqueza está no próprio orgulho de Smaug: ele acredita ser invulneravel, e não se dá conta da parte desprotegida de seu peito quando ele vai até Esgaroth para queimar a cidade e caçar seus moradores. Essa arrogância finalmente mostra ser fatal para ele em sua batalha contra os defensores da cidade, mas não sem ter primeiro destruído o lugar. Embora o Dragão estivesse morto e apodrecendo no leito do rio, era visto como agourento, e é dito que ninguém jamais se aventurou a mergulhar até lá e recuperar o tesouro que estava preso à sua carcaça.


Conseqüências

Tolkien escreve em "A Busca de Erebor"[2] que Gandalf sentiu-se aliviado com a morte de Samug, pois o Reino sob a Montanha e os fortes Homens de Valle praticamente não existiam mais, para resistir a qualquer tropa que fosse enviada por Sauron haviam apenas os Anões das Colinas de Ferro. Se Sauron conseguisse unir as forças de suas tropas com o enorme poder de Smaug o resultado seria terrível. Porém, a destruição de Smaug pelas mãos de Bard, permitiu que a área ao redor de Valle e Erebor fosse defendida mais tarde, na época da Guerra do Anel, quando foi travada a Batalha de Valle, na qual os Reis Brand, dos Homens de Valle, e Dáin Pé-de-Ferro, dos Anões de Erebor, lutaram lado a lado contra as forças de Sauron. Embora os dois Reis tenham perecido nessa batalha jutno com uma grande parte de seus bravos soldados, o avanço de Sauron foi detido e um ataque certo contra Valfenda foi evitado.


Criação

Tolkien elaborou vários rascunhos a lápis e apenas dois desenhos mais detalhados retratando Smaug. O mais detalhados eram um quadro feito à tinta e colorido entitulado Conversa com Smaug e um outro menos elaborado e colorido à lapis entitulado Morte de Smaug. Equanto nenhum desses doi apareceram na priemira edição de O Hobbit devido aos custos, ambos foram incluídos em edições subseqüentes e 'Conversa com Smaug' tem sido utilizado extensivamente desde então. 'Morte de Smaug' foi usado na capa de uma antiga edição britânica de O Hobbit.

Muitos atributos e comportamentos de Smaug em O Hobbit derivam diretamente de uma criatura sem nome em Beowulf: idade avançada, alado, feroz, forma reptiliana, um reino roubado no qual ele dorme sobre seu tesouro, perturbação por um ladrão, e uma violenta vingança aérea nas terras ao redor. De 1925 até 1945, Tolkiem foi Professor de Anglo-Saxão na Universidade de Oxford, e um importante crítico de Beowulf - sobre o qual ele deu uma palestra na Academia Britânica em 1936[3]. Ainda, similaridades com o dragão Fafnir do Nibelungenlied são óbvias, especialmente na habilidade da fala de Smaug, a qual o dragão de Beowulf não possui ou não exerce.


Nome

Nos livros, o nome Smaug é apresentado como a tradução de Trâgu da língua "original de Valle", muito parecido com Sméagol/Trahald. De acordo com Tolkien, o nome Smaug é "o pretérito do primitivo verbo germânico smugan (Nórdico Arcaico smjúga; passado smaug) = "espremer através de um buraco"[4].


Referências

  1. As Cartas de J. R. R. Tolkien - Carta # 25.
  2. Contos Inacabados - Apêndices, A Busca de Erebor.
  3. J. R. R. Tolkien, Beowulf: The Monsters and the Critics and Other Essays (ed. Christopher Tolkien, London: George Allen & Unwin, 1983).
  4. As Cartas de J. R. R. Tolkien - Carta # 31.


Imagens

Conversa com Smaug, por J. R. R. Tolkien

A Morte de Smaug, por John Howe


Fontes Adicionais:

Tolkiengateway - Smaug, página em inglês.

lotr.wikia - Smaug, página em inglês.

Enclyclopedia Of Arda - Smaug, página em inglês.

Wikipedia - Smaug, página em inglês.

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