Turgon
De Enciclopédia de Valinor
Sua primeira aparição acontece quando Turgon e Fingolfin, seu pai, falaram contra Fëanor para com seu juramento, de tal modo que a ira de Fëanor quase chegou as espadas.
Turgon partiu com todos da Casa de Fingolfin do Reino Abençoado, assim tendo que passar pela Condenação dos Valar, pelo Fraticídio de Alqualondë. O Noldo era audaz e belicoso, e relutava em abandonar qualquer tarefa a qual se houve-se dedicado antes do triste final, se ele tivesse de ser triste.
Assim os primeiros frutos do Fraticídio e da Condenação de Mandos começou a atuar, porque Fëanor, depois de chegar na Terra-média, queimou seus barcos para que ninguém mais pudesse chegar até lá. Então Fingolfin resolveu atravessar o terrível Helcaraxë e os cruéis blocos de gelo. Durante a travessia Elenwë, mulher de Turgon, acabou morrendo.
Turgon acabou chegando assim à Terra-média e foi morar junto com seu povo, dos elfos que quiseram lhe seguir, em Nevrast. Quando se passaram trinta anos, o Noldo deixou sua cidadela e foi procurar Finrod, seu amigo; e os dois saíram em viagem ao longo do rio na direção sul. E enquanto prosseguiam, a noite os alcançou adiante nos Alagados do Crepúsculo, e eles adormeceram. Ulmo subindo o rio, lançou sobre eles um sono profundo e sonhos pesados. Depois disso pareceu para cada um que deveriam se preparar para um dia nefasto e construir um abrigo, mas não chegaram a comentar o sono um com o outro.
O Noldor procurou, mas não encontrou o que buscava e acabou voltando para Nevrast. E, no ano seguinte, o próprio Ulmo lhe apareceu e recomendou que voltasse a entrar sozinho no Vale de Sirion. Turgon partiu e, sob orientação de Ulmo, descobriu o vale oculto de Tumladen, nas Montanhas Circundantes. Dessa descoberta não comentou com ninguém, mas voltou para Nevrast, e ali começou a elaborar em segredo o projeto de uma cidade no estilo de Tirion sobre Túna, pela qual seu coração ansiava no exílio.
Turgon convocou muitos dos mais resistentes e mais habilidosos de seu povo, levou-os em segredo para o vale oculto, e ali começaram a construção da cidade que Turgon havia imaginado, após cinqüenta e dois anos de faina em segredo a cidade ficou pronta. Diz-se que Turgon a denominou Ondolindë, na fala dos elfos de Valinor, mas no idioma sindarin o nome foi mudado, tornando-se Gondolin, a Rocha Oculta. Preparou-se e partiu de Nevrast e de seus palácios em Vinyamar à beira-mar. E ali Ulmo lhe disse mais uma vez que manteria seu poder sobre o Vale do Sirion, mas Turgon ainda estava sujeito à Condenação de Mandos, a qual Ulmo não tinha nenhum poder para eliminar.
Turgon, por recomendação de Ulmo, fez um elmo, uma cota de malha e uma espada para deixar em Nevrast, para que em anos futuros alguém lhe viesse avisar sobre uma possível traição dentro de suas muralhas.
Aconteceu que por trezentos e cinqüenta anos o povo de Turgon viveu em paz na bela cidade de Gondolin, até o ano da Lamentação. Turgon com sua grande habilidade criou uma imagem das Árvores que deixou em seus pátios. E a árvore que ele fez de ouro chamava-se Glingal, e a árvore cujas flores ele fez de prata chamava-se Belthil.
Turgon levou para Gondolin Aredhel, sua irmã, que após duzentos anos ansiava em deixar a cidade, Turgon acabou cedendo. Quando Aredhel voltou, o elfo ouviu admirado tudo o que ela tinha para contar; e ele olhou com simpatia para Maeglin, filho de sua irmã, vendo seu grande valor. Aconteceu que Eöl, pai de Maeglin, seguindo mãe e filho, acabou descobrindo os portões de Gondolin, e assim acabou sendo capturado e levado até a presença de Turgon. Eöl acabou matando Aredhel na tentativa de matar seu filho, pois não aceitou ter sido traído por eles e não aceitou as determinações de Turgon, acabou assim sendo morto pela ordem do Rei e jogado do Caragdûr, um precipício de rocha negra.
Fingolfin acabou sendo morto por Morgoth numa luta corpo a corpo e seu corpo foi resgatado por Thorondor, Rei das Águias, e o depositou no topo de uma montanha, Turgon veio e construiu um monumento de pedras sobre seu pai. Ali nenhuma criatura ousou violar para a maldade.
Turgon acabou recebendo em seus palácios Húrin e Huor, da Casa de Hador, por advertência de Ulmo. Ficaram quase um ano na Casa do Rei, nesse período Húrin aprendeu muito com Turgon, pois o elfo sentia afeição pelos filhos de Galdor. Acabou assim deixando-os partir de seu Reino Oculto se prometessem nunca o revelar.
Turgon quando soube do rompimento do Cerco a Angband não permitiu que ninguém de seu povo saísse para guerrear, pois considerava Gondolin forte e achou que ainda não era chegada a hora de revelar sal existência. Enviou grupos de gondolindrim em segredo às Fozes do Sirion e à Ilha de Balar, para pedir perdão e auxílio aos Valar, mas nenhum acabou chegando.
Chegaram notícias a Turgon sobre Maedhros, que resolveu atacar Angband pelo leste e pelo oeste. Turgon assim achou a hora para revelar suas forças, com um exército de dez mil guerreiros, com malhas brilhantes, longas espadas e lanças como um floresta.
Turgon corria pra ajudar seu irmão, a falange da guarda do Rei abriu caminho entre as fileiras dos orcs, e Turgon, a machadadas, conseguiu aproximar-se de seu irmão. Diz-se que o encontro de Turgon com Húrin, que estava junto com Fingon, foi alegre, mesmo no meio da batalha.
No lado ocidental da batalha, Turgon e Fingon estavam sendo atacados por uma avalanche de inimigos três vezes maior do que todas as tropas que lhe restavam. Turgon e Húrin acabaram sendo empurrados para o Pântano de Serech. Vendo que a batalha estava perdida, Húrin fala então para Turgon abandonar a batalha e voltar com seu exército e voltar para seu reino, enquanto era tempo. Turgon não queria abandonar a batalha, mas acabou sendo convencido e convocando todos os que restavam recuaram assim para o Vale do Sirion.
Quando Turgon soube que Círdan estava vivo, mandou mensageiros e solicitou sua ajuda. Assim Círdan construiu sete barcos velozes, que saíram velejando para o Oeste, mas nenhuma notícia deles jamais voltou. Porém um deles foi salvo por Ulmo da fúria de Ossë. Seu nome era Voronwë, e ele era um dos que Turgon havia enviado.
Thorondor quando percebeu Húrin parado em frente das montanhas que davam para Gondolin, foi logo avisar Turgon. Aconteceu que Turgon não permitiu a entrada de Húrin em seu reino, mas depois refletiu por muito tempo, lembrando-se dos feitos de Húrin de Dor-lómin, e abriu seu coração. Mandou as águias traze-lo para Gondolin, mas elas não encontraram mais ele.
Tuor tendo chegado até Gondolin por orientação de Ulmo foi levado até à Torre do Rei. Turgon quando o viu percebeu que aquele era a pessoa quem Ulmo o havia contado, por estar usando as roupas que havia feito uns anos atrás e deixado em Nevrast, como Ulmo o orientou. Ulmo, colocando seu poder nas palavras para Tuor, recomendou que Turgon abandonasse a bela e poderosa cidade. Turgon refletiu por muito tempo sobre o conselho de Ulmo. Entretanto fora dominado pelo orgulho e Turgon confiava no segredo de sua localizção, bem côo em sua força inexpugnável. Acabou assim recusando o convite de Ulmo e rejeitou seu conselho.
O medo da traição despertou no coração de Turgon. Portanto a própria entrada da porta secreta na Montanhas Circundantes foi bloqueada; e dali em diante ninguém mais saiu de Gondolin, a não ser na fuga de Gondolin feita por Tuor e Idril, junto com alguns do seu povo.
Tuor permaneceu em Gondolin e quando havia permanecido ali sete anos de moradia, Turgon não lhe recusou a mão de sua filha, Idril. Eles se casaram e tiveram um filho chamado Eärendil.
Nesse tempo Maeglin foi capturado pelos servos de Morgoth e forçado a revelar a localização de Gondolin em troca da mão de Idril, a quem ele amava. Aconteceu que no ano em que Eärendil completou sete anos, Morgoth soltou sobre Gondolin seus Balrogs, seus Orcs e seus Lobos. Junto vieram Dragões da linhagem de Glaurung. Não teve como deter o avanço do inimigo até eles chegarem às próprias muralhas de Gondolin, e a cidade foi sitiada sem esperança. Na defesa da Torre do Rei ficou Turgon, até a torre ser derrubada; e tremendas foram sua queda e a queda de Turgon, em suas ruínas.
[editar] A Casa de Fingolfin
Finwë = Indis | -------------------------- | | Fingolfin = Anairë Finarfin | ------------------------------------------------ | | | | Fingon Turgon Aredhel = Eöl Argon | | Idril = Tuor Maeglin | Eärendil
